Contabilidade Para Construtoras e Empresas de Engenharia

Na construção, o resultado não é da empresa, é de cada obra. Contabilidade que não separa por contrato esconde o que está dando prejuízo.

Contexto

O setor tem uma característica que muda tudo na contabilidade: o ciclo longo. Uma obra atravessa exercícios, consome material e mão de obra em ritmos diferentes e é medida por etapas. Sem apropriação por contrato, o resultado do mês vira uma média que não descreve obra nenhuma.

Além disso, a tributação tem regras próprias: ISS devido no local da prestação, retenção previdenciária sobre cessão de mão de obra, matrícula CEI ou CNO da obra e, na incorporação, a possibilidade do regime especial de tributação com patrimônio de afetação.

Indicado para

  • Construtoras de obras públicas e privadas
  • Incorporadoras com empreendimentos em patrimônio de afetação
  • Empresas de engenharia, projeto e instalação
  • Empresas com obras em mais de um município

O terreno

O que costuma dar errado nesse tipo de operação

Desafios contábeis

  • Apropriação de custo por obra, por etapa e por centro de custo
  • Reconhecimento de receita conforme a evolução da execução
  • Estoque de material em canteiro e controle de perdas
  • Contratos de longo prazo atravessando exercícios
  • Provisão para garantia e para passivos de obra

Desafios tributários

  • ISS devido no município da prestação e diferenças de alíquota entre cidades
  • Retenção de 11% de INSS sobre cessão de mão de obra e a compensação correspondente
  • Regime especial de tributação na incorporação com patrimônio de afetação
  • Definição entre Lucro Presumido e Lucro Real conforme a margem da carteira
  • Créditos de PIS e COFINS sobre insumos aplicados na obra

Obrigações relevantes

  • Matrícula da obra no CNO e o encerramento com aferição de contribuições
  • EFD-Reinf com os eventos de retenção e serviços tomados
  • Declarações municipais de ISS em cada cidade com obra em execução
  • SPED Fiscal e SPED Contribuições conforme o regime
  • eSocial com as especificidades da mão de obra da construção

Riscos comuns

  • Obra encerrada com aferição indireta de contribuições por falta de documentação
  • ISS recolhido no município errado, gerando cobrança em duplicidade
  • Retenção previdenciária não compensada, virando crédito esquecido
  • Custo de obra sem rateio, escondendo contrato deficitário dentro da média
  • Material de canteiro sem controle, com perda absorvida como custo normal

Como a Ciatos atua

O que fazemos na prática

Resultado por obra

Centros de custo por contrato e por etapa, com apropriação de material, mão de obra e serviços de terceiros.

Tributação no lugar certo

Controle de ISS por município, com acompanhamento das obrigações acessórias locais de cada obra.

Retenções conciliadas

Levantamento e compensação das retenções previdenciárias, que costumam ficar paradas como crédito não usado.

Encerramento sem susto

Organização documental da obra desde o início, para que o encerramento no CNO não vire aferição indireta.

Escopo

O que sua empresa recebe

  • Escrituração contábil com apropriação de custo por obra e por etapa
  • Controle de ISS por município e das declarações municipais aplicáveis
  • Conciliação e compensação das retenções previdenciárias
  • Gestão da matrícula CNO das obras e do processo de encerramento
  • Estudo do regime especial de tributação na incorporação, quando aplicável
  • Relatório de resultado por contrato, com comparação entre orçado e realizado
  • Folha da construção com as verbas e convenções da categoria
  • Análise de regime tributário considerando a carteira de obras

Perguntas frequentes

O que perguntam com mais frequência

Como funciona o resultado por obra na contabilidade?

Cada obra recebe um centro de custo próprio e toda apropriação de material, mão de obra e serviço é lançada nele. Com isso o resultado deixa de ser da empresa e passa a ser de cada contrato, que é o único jeito de descobrir qual obra sustenta a operação e qual está consumindo caixa.

O que acontece se a obra for encerrada sem documentação?

A Receita pode aferir as contribuições previdenciárias de forma indireta, presumindo mão de obra a partir da área construída. O valor costuma ser bem maior do que o efetivamente devido. Organização documental desde o primeiro mês é o que evita esse cenário.

Vale a pena o regime especial de tributação na incorporação?

Em muitos empreendimentos sim, porque unifica tributos federais em alíquota fixa sobre a receita do empreendimento afetado e isola o risco patrimonial. A avaliação depende da margem esperada, do porte e do perfil de vendas, e precisa ser feita antes do início da comercialização.

Vamos conversar sobre a sua operação?

Uma reunião de 45 minutos com um especialista da Ciatos, com diagnóstico feito sobre os seus próprios números.

Resposta em até 15 minutos no horário comercial.